quinta-feira, setembro 17, 2009

Viagem a Sevilha

Como no ano passado deixámos alguns locais por visitar em Sevilha, este ano fomos novamente uns dias até lá (só não houve ida à Isla Mágica).

A viagem de Monte Gordo a Sevilha são 150 Km de auto-estrada grátis (onde ainda se abastece o depósito por menos 25 cêntimos por litro do que em Portugal). Estacionar em Sevilha é um caos, (sem pagar claro), no dia em que chegámos só por umas horas pagámos 10€ em estacionamento, depois conseguimos deixar o carro do outro lado da ponte do El Cachorro, onde há um parque grande, claro que tem um "parquímetro com a barba por fazer", e no final o carro estava cheio de pó e de prendinhas de pássaros, mas ficou muito mais barato).

Começámos pelo Real Alcázar, o palácio real de origem mourisca que começou a ser construído no século XIV, foi a partir daqui que a Rainha Isabel I enviou os navegadores para explorarem o novo mundo uns anos mais tarde.

Foi o que mais gostei de visitar em Sevilha, fez-me lembrar um pouco Alhambra, com a diferença que gostei achei este muito mais interessante para visitar e que não é necessário comprar entradas com meses de antecedência (e entrada é gratuita para estudantes










Um tecto destes ficava mesmo giro na minha sala:


Vai um banho?



Umas das partes que mais gostei do palácio foram os jardins, dão para nos perdermos durante horas, e como acaba por se formar um micro clima: a temperatura por lá é fantástica e permite-nos ganhar energias para visitar o resto da cidade.



Isto porque às 20:40:



Ainda estavam 36ºC:



No dia seguinte, fomos até ao Museu de Bellas Artes. A entrada é gratuita para cidadãos da UE, e aqui podemos (re)descobrir Murillo, se no Prado é Velasquez e Goya que dominam as portas de entrada, aqui é o pintor andaluz:



Se fosse em Amesterdão eram bicicletas, se fosse em Portugal eram carros, aqui são motas e são muitas (e ao fundo pode-se ver a Giralda):



O principal monumento de Sevilha, a Catedral, ficou para o dia seguinte. A Esperança está logo representada na entrada (e outra réplica encontra-se no topo da Giralda):




Dentro da catedral, que é só apenas a maior catedral gótica do mundo pode-se ver o mausoléu de Cristóvão Colombo:



Seguiu-se a subida dos 34 andares até ao topo da torre da Giralda (que se vê de qualquer ponto da cidade):



Sobem-se relativamente bem, dado que tem rampas em vez de escadas, e a paisagem lá de cima é absolutamente fantástica:



Uma piscina destas no meu sótão aposto que ficava muito bem:



Sevilha by night:



Ao final da tarde, deu para ir até à calle Sierpes e Velasquez para fazer compras, o que também incluíram: Barcadi Mojito (finalmente consegui encontrar à venda), e o livro "La Sombra del Viento" de Carlos Ruiz Záfon (que havia edição de capa dura a 28€, mas como eu devo ter cara de forreta, avisaram-me logo que havia a edição de capa mole a 14.5€, muito mais barato do que em Portugal).

À noite (quando ainda devem estar 30º) beber um copo na zona dos bares em Triana, junto ao Rio e dar mais umas voltitas a pé, é bastante agradável:



Apesar do calor conseguimos sobreviver!Para quem cresceu no Alentejo já me tinha esquecido o que é o calor. Realmente os Espanhóis precisam mesmo de dormir la siesta porque depois de almoço ninguém consegue andar na rua. Sevilha é realmente das cidades mais espanholas de Espanha, o calor, as touradas, tudo se vive à volta disso, com uma influência árabe bastante grande em alguns edifícios, o que torna a cidade única e fantástica.

No último dia ainda acabámos por ver o estádio do Sevilha por fora:



Mesmo ao lado do centro comercial mais publicitado lá da zona, o Nervión Plaza, cujas lojas estão fechadas ao Domingo (e que é muito mais pequeno do que os nossos por cá):



Na viagem de volta é fantástico quando se vê esta placa:




Ainda ficou por visitar a praça de tourose o jardins Maria Luísa, como diz a mamã Micas, "têm que se deixar sempre qualquer coisa por ver, para depois voltarmos".

Adorei! Para o ano Isla Mágica para matar saudades?

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