domingo, maio 17, 2009

O Exame de Espanhol

Sexta-feira foi dia de estar no Porto a fazer o D.E.L.E. , agora chegou o momento de contar como correu.

Começámos pela compreensão de leitura e pelas provas escritas (1 hora para cada), na prova escrita na parte das cartas vi-me obrigada a ter de optar por escrever uma carta a um amigo para ficar com o meu cão enquanto eu viajava, eu que fujo de cães "como o diabo foge da cruz" e que nunca tive um animal de estimação na vida, conclusão acabei por chamar quinta a uma granja e pedi ao meu amigo para dar banho ao cão todas as semanas, quando parece que de 15 em 15 dias chegava perfeitamente.

Na composição, escrevi um texto sobre uma viagem onde algo tivesse corrido mal e terminei o texto, acho que ultrapassei as 200 palavras (mas "não há-de ser nada") e no final olhei para ele e não gostei nada do que escrevi, e eu que até gosto bastante de escrever.

Depois seguiu-se um intervalo e 30 minutos, e depois mais 30 minutos para a compreensão auditiva e 1h para a gramática (daqui aconselho vivamente a quem vá fazer o exame que pelo menos veja as perguntas dos exames de anos anteriores das expressões idiomáticas, foi o que fiz na véspera do exame antes de ir dormir e não é que calharam 10 perguntas exactamente iguais a um exame de 2007?).

Terminadas estas provas, fomos almoçar ao Via Catarina, demos uma voltinha rápida e seguimos para o Centro de Estudos de Espanhol, onde se iria realizar a expressão oral. E foi aqui o que correu pior. A prof tinha dito que era toda a gente saia de lá contente e que corria bem e tal, mas na verdade não saí muito animada.

A prova consiste em 15 minutos para preparar um de 3 temas, os meus eram tempo livre, medicinas alternativas ou aprender idiomas pela internet, obviamente que eu sendo uma pessoa defensora do "ócio activo" e que não tenho experiência nenhuma nos outros dois, escolhi o primeiro. Seguidamente, vamos para uma sala, onde o júri nos mostra duas lâminas (tipo BD) com duas histórias, onde temos de escolher uma e contar o que se passa. Escolhi uma em que uma senhora estava uma agência de viagens e que não sabia para onde ia de férias (Costa del Sol, Barcelona ou Picos da Europa) a seguir o senhor do júri fez o papel da tal senhora indecisa e eu tive de fazer de vendedora de viagens e de atriz. Não ajudou nada o facto de ele não saber para onde queria ir, mas lá fui falando (a parte injusta é que a rapariga que entrou a seguir ele só leh perguntou qual daquelas três ela escolhia). E depois falei do tema livre.

Não saí de lá animada, porque não fiquei com a sensação que os tinha conseguido "conquistar". Mas pronto, tal como disse anteriormente "não há-se ser nada", esta frase ficou famosa, até a professora passava o tempo a citá-la "como diz a Cristina....".

Na pior das hipóteses sou a primeira pessoa da International House de Coimbra a chumbar (pelo menos fico famosa), daqui a uns meses deve sair o veredicto.

Depois de isto tudo, chegou a parte que eu ia pensar que ia ser a melhor: compras com a Délinha. Mas a verdade é que a minha cabeça não conseguia pensar em compras. Fui à H&M e o bikini que queria só havia o tamanho 40 e o 42 (e depois as pessoas queixam-se que não há tamanhos grandes, quando quero o 34 raramente encontro, humf). Fomos ao Via Catarina, ao Dolce Vita e depois ao Mar Shopping e eu disse que ia comprar umas sandálias novas e comprei, com uns saltos de 10 cm, mesmo boas para o casamento da Raquel, também eram boas para utilizar agora se não chovesse, mas está dificil. E a Délinha lá me foi aturando o mau feitio (obrigada amiga) que melhorou depois de encontrar as sandálias que por acaso não estava nada à espera, quando menos esperamos as coisas, são quando elas são melhores. E depois foi vir para Coimbra e dormir.